Fundação Gerações inicia projeto de agroecologia urbana em sete territórios de Porto Alegre

02/06/2026 | Desenvolvimento territorial

Financiada pela AIPÊ, a iniciativa prevê apoio a hortas comunitárias, formação técnica e criação de rede de empreendedorismo feminino.

O desenvolvimento territorial sustentável e a geração de renda são os eixos mobilizadores do novo projeto Agroecologia Urbana em Rede, que a Fundação Gerações começa a implementar neste mês. Financiada pelo edital Soluções Socioambientais para Centros Urbanos, da AIPÊ – Aliança pela Inclusão Produtiva, a iniciativa é direcionada ao público feminino e abrange sete territórios de Porto Alegre: Bom Jesus, Vila Jardim, Restinga, Rubem Berta, Sarandi, Azenha e Ilha da Pintada.

Formatado pela FG em parceria com o Instituto Camélia e a Associação Amigos da Cabo Rocha, o projeto tem como objetivo fomentar uma cadeia de economia solidária agroecológica por meio do empreendedorismo comunitário feminino. Para isso, estão previstos investimentos financeiros e apoio técnico para hortas comunitárias, instalação de composteiras e ciclos de capacitação nas áreas de agroecologia, empreendedorismo, educação ambiental e gastronomia.

“Potencializando a produção, o consumo e o beneficiamento de produtos agroecológicos, pretendemos, junto aos nossos parceiros, consolidar redes de empreendedorismo coletivo sustentável capazes de contribuir para a melhoria das condições socioeconômicas de famílias lideradas por mulheres em situação de vulnerabilidade social”, explica Ana Lúcia Suárez Maciel, diretora de Programas da FG.

As duas organizações parceiras integram a rede apoiada pela Fundação Gerações por meio do Fundo Porto de Todos desde 2024.

Formação e autonomia financeira

“Nosso papel será mobilizar e fortalecer as mulheres empreendedoras da periferia”, afirma Miele Ribeiro, socióloga e sócia-fundadora do Instituto Camélia. Localizado na Ilha da Pintada em Porto Alegre, o Instituto coordena o Projeto Quitandas, iniciativa voltada à comercialização de alimentação saudável produzida por mulheres empreendedoras. 

Para Rita de Cássia  Manenti, vice-presidente da Associação Amigos da Cabo Rocha, de Porto Alegre, o projeto representa a realização de um sonho. “Imagina conseguir qualificar mulheres da comunidade e, ao mesmo tempo, aprender sobre o impacto ambiental do nosso dia a dia e como podemos melhorar isso. Aqui, a gente sofreu com a enchente e continua vivendo os impactos”, relata. 

O Agroecologia Urbana em Rede também prevê a criação da Escola de Gastronomia Comunitária Cabo Rocha, na sede da associação, localizada no bairro Azenha. Atualmente, a FG está mobilizando parcerias para viabilizar a reforma do espaço.

Sobre a AIPÊ

A AIPÊ (Aliança pela Inclusão Produtiva) é resultado da união de instituições com conhecimento e experiência reconhecidos para a geração de trabalho e renda com o objetivo de impactar positivamente populações em situação de vulnerabilidade socioeconômica através da inclusão produtiva. Juntos, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fundação Arymax Fundação Tide Setubal, Instituto humanize, Instituto HEINEKEN, Instituto Votorantim e Santander reuniram recursos não reembolsáveis que serão aportados em chamadas públicas com recortes específicos, com o objetivo de gerar trabalho e renda.

 

Para a chamada Soluções Socioambientais para Centros Urbanos, também contamos com a parceira de B3 Social e Instituto Itaúsa

 

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