Painel reúne lideranças femininas de diferentes segmentos para discutir como a crise climática amplia desigualdades e exige soluções inclusivas e representativas.
A gerente de projetos da Fundação Gerações, Julia Caon Froeder, participa nesta terça-feira (11/11), às 17h30, do painel “Vozes Femininas pela Justiça Climática: A Importância da Diversidade e Igualdade de Gênero”, durante a COP30, no Pavilhão das Instituições de Ensino por Ação Climática.
Debate sobre a importância das vozes femininas na agenda climática
O painel reúne mulheres de diferentes segmentos para discutir a justiça climática sob a perspectiva da igualdade de gênero, destacando como a crise climática agrava desigualdades existentes e exige soluções mais inclusivas e representativas.
Além de Julia, participam do debate Duda Salabert Rosa (deputada federal – PDT/MG), Mayara Alves Barbosa (Fórum Juventudes Amazônidas) e Sonia Maria Dias (WIEGO), com mediação de Priscilla Teles de Oliveira (UNESP).
A proposta do encontro é ampliar a compreensão sobre a centralidade da igualdade de gênero na justiça climática e reforçar a necessidade de incorporar perspectivas diversas de mulheres nas políticas e soluções globais voltadas à mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
Experiências do Rio Grande do Sul na COP30
Durante sua participação, Julia apresenta as experiências da Fundação Gerações no enfrentamento das desigualdades agravadas por eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul.
Entre as iniciativas, está a Linha Emergencial do Fundo Porto de Todos (FPT), que selecionou 10 organizações sociais de base comunitária diretamente atingidas pela enchente para apoio financeiro em seus processos de reestruturação. Em 2025, ainda em resposta às consequências da crise climática, a FG lançou a quarta chamada do FPT, que beneficiou 18 coletivos de geração de renda para mulheres. Cada iniciativa recebeu R$ 60 mil, além de assessoramento técnico. A Chamada foi realizada em parceria com o CDP – Center for Disaster Philanthropy.
Fortalecimento comunitário frente a desastres climáticos
Outro destaque é o Projeto Gestão Comunitária de Risco e Desastres. A iniciativa teve início com um seminário apoiado pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul, reunindo representantes do Cemaden e da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.
O projeto resultou na realização de quatro workshops regionais voltados à formação de lideranças comunitárias para atuar na prevenção, preparação e resposta a eventos climáticos extremos. Os encontros também incentivaram a criação de Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs), fortalecendo a capacidade das comunidades frente a crises.
Conectando experiências locais a uma agenda global
Com sua participação na COP30, a Fundação Gerações reforça seu compromisso com a promoção da justiça climática e da equidade de gênero, conectando as experiências locais do Rio Grande do Sul a uma agenda global de sustentabilidade, resiliência e direitos humanos.




