Fundação Gerações promove encontro de integração com lideranças apoiadas pelo Fundo Porto de Todos

10/12/2025 | Fundo Porto de Todos

Atividade reuniu representantes de 28 projetos para fortalecer vínculos, refletir sobre trajetórias e reconhecer o protagonismo das organizações comunitárias.

A Fundação Gerações reuniu, no dia 5 de dezembro, lideranças de 28 projetos apoiados pelo Fundo Porto de Todos para uma atividade de integração voltada ao cuidado e fortalecimento pessoal. O encontro, realizado no Sítio Pé da Terra, em Novo Hamburgo, contou com representantes das iniciativas beneficiadas pela Linha Emergencial e Chamada Geração de Renda para Mulheres. 

O objetivo da programação foi oferecer uma pausa e momentos de acolhimento para lideranças que atuam à frente de agendas complexas da sociedade civil organizada – muitas de forma voluntária. 

“São  pessoas que têm sua rotina marcada  pelo exercício da solidariedade, pelo acolhimento de problemas das suas comunidades, pelo olhar para o coletivo. Por isso, sentimos a necessidade de criar momentos de valorização, de cuidar com empatia de quem sempre cuida”, destaca a diretora Executiva da Fundação Gerações, Karine Ruy. 

O dia de calor intenso foi marcado por momentos de contato com a natureza, uma aula de yoga especial para o grupo e, claro,  confraternização na piscina. O encerramento trouxe mais uma dinâmica de troca simbólica: cada convidado levou um objeto representativo de sua organização, incluindo itens produzidos por coletivos de geração de renda. Cada participante foi convidado a escolher um presente e levar para casa um símbolo da potência do grupo ali representado. 

Vozes das lideranças

Rosângela Aparecida Pavão de Souza, presidente da Cooperativa Atitude Feminina, de São Leopoldo, saiu motivada e deu exemplo de liderança. “Deixamos nossas companheiras trabalhando e viemos conhecer outras pessoas e outras experiências. Levo para 2026 a esperança de um ano melhor – 2025 está sendo muito difícil”. Rosângela perdeu o marido muito cedo. Aos 25 anos, se viu sozinha com três filhos, foi despejada e chegou a morar na rua com as crianças.

Isabel Cristina da Silva Oliveira, do Instituto Camélia, da Ilha da Pintada,  também destacou o impacto da atividade. “Fazia tempo que eu não parava para olhar para as minhas necessidades. Sou neta de uma mulher que veio para o Brasil escravizada. Hoje pude olhar para a minha potência como mulher negra”, declarou. O Instituto Camélia, que atua desde 2020 com ações baseadas em direitos humanos e atendimento a famílias vulneráveis, foi fortemente atingido pelas enchentes de 2024. 

Crédito: Léo Zanini


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